quarta-feira, junho 13, 2007

???????


Alguém irá sentir realmente a minha falta? Reformulo a pergunta: alguém sente mesmo a minha falta?????

sexta-feira, junho 08, 2007

Dito por alguém...

Numa certa tarde, depois de uma certa bênção, uma certa pessoa antes do almoço disse esta frase:

"A minha mãe é como a TVI: está em todo o lado"...

... nessa mesma tarde houve outra pessoa que disse:

"Não sei se te hei-de pôr em saldo ou se te dou o desconto"


Fora de contexto não tem piada nenhuma :P *s

Álvaro de Campos - Fernando Pessoa

TABACARIA

Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.

Janelas do meu quarto,
Do meu quarto de um dos milhões do mundo que ninguém sabe quem é
(E se soubessem quem é, o que saberiam?),
Dais para o mistério de uma rua cruzada constantemente por gente,
Para uma rua inacessível a todos os pensamentos,
Real, impossivelmente real, certa, desconhecidamente certa,
Com o mistério das coisas por baixo das pedras e dos seres,
Com a morte a pôr humidade nas paredes e cabelos brancos nos homens,
Com o Destino a conduzir a carroça de tudo pela estrada de nada.
Estou hoje vencido, como se soubesse a verdade.
Estou hoje lúcido, como se estivesse para morrer,
E não tivesse mais irmandade com as coisas
Senão uma despedida, tornando-se esta casa e este lado da rua
A fileira de carruagens de um comboio, e uma partida apitada
De dentro da minha cabeça,
E uma sacudidela dos meus nervos e um ranger de ossos na ida.

Estou hoje perplexo como quem pensou e achou e esqueceu.
Estou hoje dividido entre a lealdade que devo
À Tabacaria do outro lado da rua, como coisa real por fora,
E à sensação de que tudo é sonho, como coisa real por dentro.

Falhei em tudo.
Como não fiz propósito nenhum, talvez tudo fosse nada.
A aprendizagem que me deram,
Desci dela pela janela das traseiras da casa.
Fui até ao campo com grandes propósitos.
Mas lá encontrei só ervas e árvores,
E quando havia gente era igual à outra.
Saio da janela, sento-me numa cadeira. Em que hei-de pensar?

Que sei eu do que serei, eu que não sei o que sou?
Ser o que penso? Mas penso ser tanta coisa!
E há tantos que pensam ser a mesma coisa que não pode haver tantos!

Génio? Neste momento
Cem mil cérebros se concebem em sonho génios como eu,
E a história não marcará, quem sabe?, nem um,
Nem haverá senão estrume de tantas conquistas futuras.
Não, não creio em mim.
Em todos os manicómios há doidos malucos com tantas certezas!
Eu, que não tenho nenhuma certeza, sou mais certo ou menos certo?
Não, nem em mim...
Em quantas mansardas e não-mansardas do mundo
Não estão nesta hora génios-para-si-mesmos sonhando?
Quantas aspirações altas e nobres e lúcidas –
Sim, verdadeiramente altas e nobres e lúcidas –,
E quem sabe se realizáveis,
Nunca verão a luz do sol real nem acharão ouvidos de gente?
O mundo é para quem nasce para o conquistar
E não para quem sonha que pode conquistá-lo, ainda que tenha razão.
Tenho sonhado mais que o que Napoleão fez.
Tenho apertado ao peito hipotético mais humanidades do que Cristo,
Tenho feito filosofias em segredo que nenhum Kant escreveu.
Mas sou, e talvez serei sempre, o da mansarda,
Ainda que não more nela;
Serei sempre o que não nasceu para isso;
Serei sempre só o que tinha qualidades;
Serei sempre o que esperou que lhe abrissem a porta ao pé de uma parede sem porta
E cantou a cantiga do Infinito numa capoeira,
E ouviu a voz de Deus num poço tapado.
Crer em mim? Não, nem em nada.
Derrame-me a Natureza sobre a cabeça ardente
O seu sol, a sua chuva, o vento que me acha o cabelo,
E o resto que venha se vier, ou tiver que vir, ou não venha,
Escravos cardíacos das estrelas,
Conquistámos todo o mundo antes de nos levantar da cama;
Mas acordámos e ele é opaco,
Levantámo-nos e ele é alheio,
Saímos de casa e ele é a terra inteira,
Mais o sistema solar e a Via&Láctea e o Indefinido.

(Come chocolates, pequena;
Come chocolates!
Olha que não há mais metafísica no mundo senão chocolates.
Olha que as religiões todas não ensinam mais que a confeitaria.
Come, pequena suja, come!
Pudesse eu comer chocolates com a mesma verdade com que comes!
Mas eu penso e, ao tirar o papel de prata, que é de folhas de estanho,
Deito tudo para o chão, como tenho deitado a vida.)

Mas ao menos fica da amargura do que nunca serei
A caligrafia rápida destes versos,
Pórtico partido para o Impossível.
Mas ao menos consagro a mim mesmo um desprezo sem lágrimas,
Nobre ao menos no gesto largo com que atiro
A roupa suja que sou, sem rol, pra o decurso das coisas,
E fico em casa sem camisa.

(Tu, que consolas, que não existes e por isso consolas,
Ou deusa grega, concebida como estátua que fosse viva,
Ou patrícia romana, impossivelmente nobre e nefasta,
Ou princesa de trovadores, gentilíssima e colorida,
Ou marquesa do século dezoito, decotada e longínqua,
Ou cocote célebre do tempo dos nossos pais,
Ou não sei quê moderno – não concebo bem o quê –,
Tudo isso, seja o que for, que sejas, se pode inspirar que inspire!
Meu coração é um balde despejado.
Como os que invocam espíritos invoco
A mim mesmo e não encontro nada.
Chego à janela e vejo a rua com uma nitidez absoluta.
Vejo as lojas, vejo os passeios, vejo os carros que passam,
Vejo os entes vivos vestidos que se cruzam,
Vejo os cães que também existem,
E tudo isto me pesa como uma condenação ao degredo,
E tudo isto é estrangeiro, como tudo.)

Vivi, estudei, amei, e até cri,
E hoje não há mendigo que eu não inveje só por não ser eu.
Olho a cada um os andrajos e as chagas e a mentira,
E penso: talvez nunca vivesses nem estudasses nem amasses nem cresses
(Porque é possível fazer a realidade de tudo isso sem fazer nada disso);
Talvez tenhas existido apenas, como um lagarto a quem cortam o rabo
E que é rabo para aquém do lagarto remexidamente.

Fiz de mim o que não soube,
E o que podia fazer de mim não o fiz.
O dominó que vesti era errado.
Conheceram-me logo por quem não era e não desmenti, e perdi-me.
Quando quis tirar a máscara,
Estava pegada à cara.
Quando a tirei e me vi ao espelho,
Já tinha envelhecido.
Estava bêbado, já não sabia vestir o dominó que não tinha tirado.
Deitei fora a máscara e dormi no vestiário
Como um cão tolerado pela gerência
Por ser inofensivo
E vou escrever esta história para provar que sou sublime.

Essência musical dos meus versos inúteis,
Quem me dera encontrar-te como coisa que eu fizesse,
E não ficasse sempre defronte da Tabacaria defronte,
Calcando aos pés a consciência de estar existindo,
Como um tapete em que um bêbado tropeça
Ou um capacho que os ciganos roubaram e não valia nada.

Mas o Dono da Tabacaria chegou à porta e ficou à porta.
Olho-o com o desconforto da cabeça mal voltada
E com o desconforto da alma mal-entendendo.
Ele morrerá e eu morrerei.
Ele deixará a tabuleta, e eu deixarei versos.
A certa altura morrerá a tabuleta também, e os versos também.
Depois de certa altura morrerá a rua onde esteve a tabuleta,
E a língua em que foram escritos os versos.
Morrerá depois o planeta girante em que tudo isto se deu.
Em outros satélites de outros sistemas qualquer coisa como gente
Continuará fazendo coisas como versos e vivendo por baixo de coisas como tabuletas,
Sempre uma coisa defronte da outra,
Sempre uma coisa tão inútil como a outra,
Sempre o impossível tão estúpido como o real,
Sempre o mistério do fundo tão certo como o sono de mistério da superfície,
Sempre isto ou sempre outra coisa ou nem uma coisa nem outra.

Mas um homem entrou na Tabacaria (para comprar tabaco?),
E a realidade plausível cai de repente em cima de mim.
Semiergo-me enérgico, convencido, humano,
E vou tencionar escrever estes versos em que digo o contrário.
Acendo um cigarro ao pensar em escrevê-los
E saboreio no cigarro a libertação de todos os pensamentos.
Sigo o fumo como uma rota própria,
E gozo, num momento sensitivo e competente,
A libertação de todas as especulações
E a consciência de que a metafísica é uma consequência de estar mal disposto.

Depois deito-me para trás na cadeira
E continuo fumando.
Enquanto o Destino mo conceder, continuarei fumando.

(Se eu casasse com a filha da minha lavadeira
Talvez fosse feliz.)
Visto isto, levanto-me da cadeira. Vou à janela.

O homem saiu da Tabacaria (metendo troco na algibeira das calças?).
Ah, conheço-o: é o Esteves sem metafísica.
(O Dono da Tabacaria chegou à porta.)
Como por um instinto divino o Esteves voltou-se e viu-me,
Acenou-me adeus, gritei-lhe Adeus ó Esteves!, e o universo
Reconstruiu-se-me sem ideal nem esperança, e o Dono da Tabacaria sorriu.

P.S Retrata um pouco o meu estado espírito!!E peço desculpa pelo tamanho :p

Jack the Pumpkin King

Depois de tanto tempo sem escrever no blog aqui vai uma pequena demonstração do que tenho estado a ver e que "entrou" na minha vida há pouco tempo. Recomendo vivamente o visionamento do filme The Nightmare before Christmas. É bastante giro mesmo tendo recebido críticas devido à "agressividade" eu deixaria que os meus filhos o vissem. Fica então a letra de uma das muitas músicas que são cantadas pelos três pestinhas do filme aquando do rapto do Sandy Claws aka Santa Claus.

Kidnap Mr. Sandy Claws

"LOCK
I wanna do it

BARREL
Let's draw straws

SHOCK
Jack said we should work together
Three of a kind

LOCK, SHOCK, AND BARREL
Birds of a feather
Now and forever
Wheeee
La, la, la, la, la

Kidnap the Sandy Claws, lock him up real tight
Throw away the key and then
Turn off all the lights

SHOCK
First, we're going to set some bait
Inside a nasty trap and wait
When he comes a-sniffing we will
Snap the trap and close the gate

LOCK
Wait! I've got a better plan
To catch this big red lobster man
Let's pop him in a boiling pot
And when he's done we'll butter him up

LOCK, SHOCK, AND BARREL
Kidnap the Sandy Claws
Throw him in a box
Bury him for ninety years
Then see if he talks

SHOCK
Then Mr. Oogie Boogie Man
Can take the whole thing over then
He'll be so pleased, I do declare
That he will cook him rare

LOCK,SHOCK, AND BARREL
Wheeee

LOCK
I say that we take a cannon
Aim it at his door
And then knock three times
And when he answers
Sandy Claws will be no more

SHOCK
You're so stupid, think now
lf we blow him up to smithereens
We may lose some pieces
And then Jack will beat us black and green

LOCK,SHOCK, AND BARREL
Kidnap the Sandy Claws
Tie him in a bag
Throw him in the ocean
Then, see if he is sad

LOCK AND SHOCK
Because Mr. Oogie Boogie is the meanest guy around
If I were on his Boogie list, I'd get out of town

BARREL
He'll be so pleased by our success
That he'll reward us too, I bet

LOCK, SHOCK, AND BARREL
Perhaps he'll make his special brew
Of snake and spider stew
Ummm!

We're his little henchmen and
We take our job with pride
We do our best to please him
And stay on his good side

SHOCK
I wish my cohorts weren't so dumb

BARREL
I'm not the dumb one

LOCK
You're no fun

SHOCK
Shut up

LOCK
Make me

SHOCK
I've got something, listen now
This one is real good, you'll see
We'll send a present to his door
Upon there'll be a note to read
Now, in the box we'll wait and hide
Until his curiosity entices him to look inside

BARREL
And then we'll have him
One, two, three

LOCK, SHOCK, AND BARREL
Kidnap the Sandy Claws, beat him with a stick
Lock him up for ninety years, see what makes him tick

Kidnap the Sandy Claws, chop him into bits
Mr. Oogie Boogie is sure to get his kicks
Kidnap the Sandy Claws, see what we will see
Lock him in a cage and then, throw away the key"

quinta-feira, fevereiro 15, 2007

De Zarolha a Ver Bem

Bem... A pedido de algumas famílias aqui vai um post. É verdade há muito que não escrevo, mas também o tempo é escasso e outras coisas se sobrepõe umas às outras!
Para quam ainda não sabia fui submetida a uma intervenção cirúrgica. Não estou doente (graças a Deus). A verdade é que já não uso óculos.

Desde o dia 1 deste mês. É um alívio acreditem. Usei óculos durante 10 anos e ainda me lembro o quanto eu queria usá-los. Que estupidez. Naquela altura queria que reparassem em mim. Quando descobri as lentes de contacto foi um modo de poder sentir que era mais natural. O facto de poder ter feito a cirurgia foi como uma bênção. Confesso que do olho esquerdo ainda não recuperei, mas o Oftalmologista diz que está tudo ok!

Para quem está pensar fazer: aconselho! Não há nada a perder a não ser dinheiro e uma boa seguradora (pode ser que pague a operação)!!!!!

P.S Curiosamente o post não coincide com o Dia dos Namorados. E ainda bem. Não gosto deste dia. Não me traz recordações algumas. Dia dos Namorados é como o dia de Natal: "é quando o Homem quiser". Cambada de consumistas. Só és encalhado porque queres

P.S 2 Tentarei ser mais assídua

P.S 3 *s.

quinta-feira, janeiro 11, 2007

...

Como o ditado diz: "Ano Novo, Vida Nova". Muitas vezes não se aplica, mas este ano para mim tem muito que se lhe diga.
Cheguei à conclusão que os VELHOS amigos e a família estão lá sempre. Dar o valor e a devida importância a quem precisa e merece.
Quanto aos novos amigos depende. Uma pessoa empenha-se e no fim de contas apercebe-se que não há mais nada a fazer para além da ruptura definitiva. Não são todos assim, confesso. Porém, com algumas delas teve de ser assim.
Estou a precisar de umas férias... O trabalho já sobrepõe-se há bastante tempo, mas se não for também não recebo e a irresponsabilidade vem ao de cima quando ha outras pessoas a contar comigo.

Peace *

quarta-feira, dezembro 27, 2006

2007


Mais um Natal que se passou... Agora que venha o Ano Novo!!! Pois é.. esta foto retrata o estado em que milhares de pessoas vão ficar. Não, não me incluo nesses milhares porque é certinho que eu só toque no champanhe e nada mais!!! Disso podem ter certeza ;)
Que este novo ano vos traga tudo que não tiveram até agora e que o desejam. Que acabem o curso, que façam muito amor, que bebam muito, que se irritem muito, que stressem muito, mas que acima de tudo tenham muita saúde, família e amigos que vos amparem. A meu ver (e de muitos outros) são eles que nos dão força para continuarmos a viver. Se assim não fosse onde é que eu já estaria. O meu muito obrigada a vocês todos e que me porporcionem um 2007 bastante melhor que 2006.




P.S Aos novos amigos que ganhei: espero poder contar convosco e vice-versa!!!

quarta-feira, dezembro 13, 2006

Feliz Natal!!!!

Parece que não foi há muito que o Verão se foi embora, no entanto já estamos na época da engorda, do consumismo e do frio. Não venho fazer qualquer reclamação só refilo do frio mesmo!!
Venho desejar:




... para todos. Abusem nos doces, enfartem-se de bacalhau e perú. Quanto ao álcool não comento uma vez que o Ano Novo está à porta!!!! Façam como eu: Não bebam ;)
Tudo de bom e que tenham aquilo que pediram para este Natal/Ano. Votos sinceros:


Susana *

terça-feira, novembro 28, 2006

GASTÁMOS TUDO MENOS O SILÊNCIO


Gastámos tudo menos o silêncio.

Quando nos olhamos, não nos sai nem palavras,
nem gemidos, nada que nos possa fazer falar.
No meu coração, agora, apenas permanece vácuo,
rancor e ódio.
Ódio! Aquele que senti no dia em que nos transformou
a nós os dois e nos abriu as portas p'ra este mundo
terrível, cruel e irreal.
Mundo em que não vivíamos.
Mundo... que era belo, fantástico e inverosímil onde
apenas sonhávamos os dois.

Agora,
já gastámos as palavras.
Palavras que só eu ouvia quando estavas perto de mim:
carinho, conforto, paixão, amor.
Sentimentos esses que me deixavam num outro mundo
imaginado por mim, onde eu e tu mandávamos.
O tempo e a História não existiam.
Até ao momento em que comeste o fruto proibido
e saíste do meu Paraíso.

Nada resta neste coração onde reinava o amor.
Decidiste desobedecer à minha lei,
a única que te impus.
Já não cabes no meu pensar,
tornaste-te insignificante.
Abdicaste do meu Mundo para viveres no
Inferno.

A escolha foi tua porque...
... já não me amas.


by Sue

(sim fui eu que escrevi há muito, muito tempo)

*

quinta-feira, novembro 23, 2006

Hurt

"Seems like it was yesterday when I saw your face
You told me how proud you were, but I walked away
If only I knew what I know today
Ooh, ooh

I would hold you in my arms
I would take the pain away
Thank you for all you've done
Forgive all your mistakes
There's nothing I wouldn't do
To hear your voice again
Sometimes I wanna call you
But I know you won't be there

Ohh I'm sorry for blaming you
For everything I just couldn't do
And I've hurt myself by hurting you

Some days I feel broke inside but I won't admit
Sometimes I just wanna hide 'cause it's you I miss
And it's so hard to say goodbye
When it comes to this,ooh

Would you tell me I was wrong?
Would you help me understand?
Are you looking down upon me?
Are you proud of who I am?

There's nothing I wouldn't do
To have just one more chance
To look into your eyes
And see you looking back

Ohh I'm sorry for blaming you
For everything I just couldn't do
And I've hurt myself, ohh

If I had just one more day
I would tell you how much that I've missed you
Since you've been away
Ooh, it's dangerous
It's so out of line
To try and turn back time

I'm sorry for blaming you
For everything I just couldn't do
And I've hurt myself by hurting you"

Fica ao critério de cada um o sentido destas palavras: amor falhado, uma zanga entre amigos, etc.

*

domingo, novembro 19, 2006

Bons Momentos


Palavras para quê? Acho que estas imagens dizem muito. Aqui estão as fotos de momentos da minha vida, por ventura muito bem passados.
Um obrigado a todos vós por fazerem parte da minha vida. Mesmo que não estejamos todos os dias juntos no pensamento estão sempre. Um beijo.

P.S Patrícia obrigada pela montagem!!!

quinta-feira, novembro 16, 2006

"Mini-Férias"


Hoje vai ser o meu último dia de trabalho desta semana. Não, não fui despedida (pelo menos por agora). E sim foi-me dado um dia para poder ir a casa mais cedo. Não foi bem dado porque eu já tinha horas a mais feitas.
Quem me conhece minimamente sabe que raramente vou a casa. Quando lá vou até há quem faça festa ou me fale em tom irónico. Nem levo a mal, pois sei que são as saudades a falar mais alto.
A foto que "postei" é da minha querida zona: Lagoa de Santo André. Tenho um imenso orgulho em residir num local onde muita gente vem passar férias (invejem-se :P). Cada vez que cá venho a pasmaceira irrita-me. Tão habituada a um ritmo alucinante em Lisboa que ficar mais de dois dias em Santo André chateia. Confesso que tenho muitas, muitas, muitas saudades, com vontade de ser mimada pelos meus pais, de comer até fartar a comida da mamã e de me zangar com o meu irmão (NOTA: até isso está-se a tornar raro, eu e o Tiago estamos a dar-nos bem). Ai a Mila!!! Já me esquecia do meu amor. Ainda não virei para o outro lado atenção, mas a Mila é a minha cadela: a coisa mais boa! Sempre que chego a casa abana o projecto de cauda vs rabo que tem (ainda não percebi muito bem o que é aquilo lol) e salta para cima. Um mimo de cadela, mas só quando não morde.
Não acredito que amanhã vou sair da faculdade para ir para casa sem estar com pressa de fazer o almoço/jantar e ir para o Centro. É uma sensação fantástica. Santo André aguarda-me.

*s

segunda-feira, novembro 13, 2006

Esparregata: breve dissertação sobre os impactos sociais

O Ambrósio (nome fictício!!!) decidiu colaborar com o meu blog e tem uma história um pouco carticata para contar:

"A história que eu te proponho é a seguinte:
estava eu muito bem no 29 quando oiço dois xungas, ou melhor senhores xungas que é preciso tratar as pessoas com respeito. Ora como podes imaginar estes senhores falam num tom muito baixo pelo que é extremamente díficil ouvi-los!
Então, após muito esforço visto que eu me encontrava no outro lado do autocarro, lá consegui ouvir a acessa discussão que os mesmos travavam. Do que é que se tratava perguntas tu muito bem?
Ora, a dicussão incidia sobre os impactos que a esparregata (tu sabes aquele belo movimento tantas vezes repetidos nos clubes de strip) tinha sobre as pobres raparigas virgens! NEM MAIS! É obvio que com tema tão interessante, eu rapidamente me centrei na conversa alheia! (vergonhoso bem sei!) Então o senhor xunga A dizia ao senhor xunga B que as pobres raparigas ao fazer a esparregata perdiam a virgindade! Ao que o senhor xunga B contra-arguia dizendo que tal não era possivel porque havia crianças muito novas a fazer esparregatas nos concursos da tv!
Esta amena discussão, foi interrompida porque ambos se centraram então numa jovem rapariga sentada atrás deles! Começaram então a discutir a melhor estratégia de engate, mais uma vez, em tom quase inaudível! Porém, todos os presentes no autocarro inquiriam o mesmo ao olhar para a rapariga inocente... SERA QUE AQUELA DOIDA JA TINHA FEITO A ESPARREGATA?!"

Boa semana *

domingo, novembro 12, 2006

Recuerdos

Cheguei à pouco a casa depois de uma noite um pouco atribulada. Combinou-se um jantar, cujo ponto de encontro seria a Kapital. No entanto, ninguém lá apareceu.. Estava super desesperada! Acabei por encontrar uns colegas do trabalho no antigo "Cup" de Santos e depois fomos para o restaurante. Engraçado é que só começamos a comer por volta das 22h40 (se não foi mais tarde e a esta hora ainda estou cheia do jantar).

Recebi uma mensagem de uma pessoa a perguntar onde é que iríamos sair. O meu coração pulsou de uma maneira estrondosa até pedi à minha ex-Supervisora para sentir as batidas cardíacas... Sim ainda gosto dele, é mais forte que eu. Acabámos por tomar rumos diferentes quanto à saída à noite. Enquantos uns foram para o Mussulo eu parei pelo Bairro. Subi a Rua do Alecrim e lá fui ter com o Gonçalo ao Largo Camões (eu nunca me atreveria ir sozinha para o Bairro). Conheci uns colegas dele com bastante interesse a nível intelectual. Normalmente conversas com homens só tem dois temas: mulheres e futebol (bem falamos em futebol, mas não muito).

Fui de propósito ao Palpita-me para dar um beijo à Mariana, porém não encontrei lá ninguém e vim-me embora. O Gonçalo levou-me a casa e quando reparei a Mariana mandou sms a dizer que estava em Santos e que o Sapo me levava a casa, mas já era tarde demais. Já me encontrava em casa. Por um lado, ainda bem que não fui. Não me sinto preparada para o ver e estar no mesmo sítio. Por outro, queria mesmo vê-lo, estar perto dele. Se lá estivesse a estas horas estava eu toda "roídinha". Como é possível sofrer-se tanto? Qual a cura mais rápida para este tipo de ferida? Nem as enfermeiras que eu conheço a têm.

Ai... aqui vai um dos muitos desabafos *

sábado, novembro 11, 2006

Mas afinal o que é Antropologia???

Estava eu ontem numa aula prática de Laboratório I - Pesquisa Documental e Análise de Texto, com a minha colega Fátima, quando a prof. mandou para o nosso grupo mais 2 alunos. Sendo eles do 1º Ano e eu Veterana não os conheço de lado algum e esta aula deu muito que pensar. Entretanto um deles foi embora e chegou uma nova aluna para o nosso grupo. Colocamos questões a prof quanto à importância da utilização de doc institucionais na pesquisa antropológica quando a colega diz o seguinte:

- O facto de já existirem documentos escritos que comprovem os factos vai permitir ao antropólogo não fazer o trabalho de campo não é?

A prof responde:

- O trabalho de campo não se pode deixar de fazer. É o essencial do nosso trabalho.

Conclusão:

As pessoas são muito ignorantes.
Matriculam-se num curso para o qual pretendem desistir e mudarem para outro.

Eu não digo que não faça parte destes dois grupos. Admito que quando me inscrevi só pensava em mudar para PS, mas também tive um pouco o bichinho de querer saber o que é realmente esta ciência social.
Aqui vai um conceito do que significa aquilo que eu quero fazer da minha vida: "Antropologia (cuja origem etimológica deriva do grego anthropos, (homem / pessoa) e logos - razão / pensamento é a ciência centralizada no estudo do homem. Preocupa-se em conhecer o ser humano em sua totalidade, o que lhe confere um tríplice aspecto:

a.) Ciência Social - propõe conhecer o homem enquanto elemento integrante de grupos organizados.

b.) Ciência Humana - volta-se especificamente para o homem como um todo: sua história, suas crenças, usos e costumes, filosofia, linguagem etc.

c.) Ciência Natural - interessa-se pelo conhecimento psicossomático do homem e sua evolução.

Relaciona-se, assim, com as chamadas ciências biológicas e culturais; as primeiras visando o ser físico e as segundas o ser cultural."

Houve recentemente uma descoberta de vestígios de ossadas na Etiópia da existência de mais um Australopithecus afarensis: a Dikika. O antropólogo Zeresenay Almseged e a sua equipa conseguiram encontrar mais ossos relativamente à Lucy (nome dado enquanto se ouvia a música dos Beatles - Lucy in the sky with diamonds). Fiquei fascinada com o artigo que li na National Geographic do mês corrente. E para quem quiser saber mais sobre a Dikika clique no site http://www7.nationalgeographic.com/ngm/0611/feature6/index.html

Espero que tenha despertado interesse, principalmente para aqueles que desconhecem esta ciencia.

Génese

Olá a todos!

Aqui estou eu no começo de uma coisa que espero que seja do vosso agrado. Terá um pouco de tudo: desde "desabafos" (como próprio nome indica), a coisas sem nexo e passando por seriedade.

Bom fim-de-semana *