Gastámos tudo menos o silêncio.
Quando nos olhamos, não nos sai nem palavras,
nem gemidos, nada que nos possa fazer falar.
No meu coração, agora, apenas permanece vácuo,
rancor e ódio.
Ódio! Aquele que senti no dia em que nos transformou
a nós os dois e nos abriu as portas p'ra este mundo
terrível, cruel e irreal.
Mundo em que não vivíamos.
Mundo... que era belo, fantástico e inverosímil onde
apenas sonhávamos os dois.
Agora,
já gastámos as palavras.
Palavras que só eu ouvia quando estavas perto de mim:
carinho, conforto, paixão, amor.
Sentimentos esses que me deixavam num outro mundo
imaginado por mim, onde eu e tu mandávamos.
O tempo e a História não existiam.
Até ao momento em que comeste o fruto proibido
e saíste do meu Paraíso.
Nada resta neste coração onde reinava o amor.
Decidiste desobedecer à minha lei,
a única que te impus.
Já não cabes no meu pensar,
tornaste-te insignificante.
Abdicaste do meu Mundo para viveres no
Inferno.
A escolha foi tua porque...
... já não me amas.
by Sue
(sim fui eu que escrevi há muito, muito tempo)
*
8 comentários:
"Não quero fechar os olhos, com medo de adormecer. Medo de não te encontrar nos meus sonhos, repletos de princesas e príncipes encantados. Medo que, mesmo que lá te encontre, tu sejas um sapo. Prefiro ficar acordada, ouvir a chuva cair lá fora, os pássaros a cantar na chaminé, o vento a soprar forte, fazendo as folhas que o Outono trouxe esvoaçarem pelo ar. Prefiro enroscar-me na cama, no meio dos meus lençóis, e imaginar acordada todos os momentos que passámos juntos (ou talvez apenas eu os tenha passado). Prefiro escrever a todos os meus amigos, falar-lhes de ti ou nem te mencionar, contar apenas como me correm os dias e como ando sorridente. Prefiro cantar todas as músicas do meu CD preferido, e que sei de cor a qualquer hora do dia. Prefiro olhar para o espelho e imaginar a próxima vez que nos encontrarmos, imaginar que vais reparar que eu existo, que sou, que quero. Prefiro contar até cem, contar todas as rachas da parede do meu quarto, fazer uma tabuada com todas elas. Prefiro acreditar que um dia tu vais perceber tudo, e que ainda vamos rir juntos e pela mesma razão. Prefiro até inventar hipóteses, conversas, palavras, sorrisos, amizades. Prefiro qualquer coisa a pensar que podes não entrar nos meus sonhos. E só por causa disso, não quero fechar os olhos, com medo de adormecer..."
Olha Susana, ele era um sapo. ;)*
Esqueci-me de dizer: andaste a ler Eugénio de Andrade, minha menina :p Ainda bem que o "Adeus" te inspirou :)*
=) inspiradixima.. sim sra! lol agora so tens é q seguir em frente e deixar essa magoa de lado :) beijoka
Gostei do reparo Patrícia, mas isto já foi escrito tinha eu 16 anos. Foi numa aula de Português que nos mandaram escrever um poema, cujo tema era o Dia dos Namorados.
A prof disse para pegarmos em frases do poema do Eugénio de Andrade. Na altura foi o que me saiu.
Sapos há muitos... Temos é que encontrar o sapo certo :P *
Helder para te responder só tenho a dizer o seguinte:
Esta mágoa já passou faz 7 anos!! Achei interessante publicar algo que fui eu que escrevi.
Se te referes à mágoa presente aos poucos e poucos torna-se pequena. Sinto-me mais leve e mais feliz isso é uma certeza de que tudo irá melhorar.
Infelizmente só me consigo levantar com ajuda e desta vez espero fazê-lo sozinha!
* e obrigada pelo elogio :P
Não precisas estar sempre a dizer que isso tem muitos anos. Há coisas que por mais anos que tenham são sempre contemporâneas (ou pensas que escrevi esse ontem?) :p
Sim são contemporâneas, mas neste momento. Para não escrever o mesmo que no post anterior digo-te outra coisa: agora percebi que estou melhor assim! A vida é boa demais para ser desperdicida por pequenos "erros" de percursos. =)
P.S Ontem fui comprar a tua prenda de Natal! Foi escolhida com muito amor e carinho *
Oi devagar! Há tanto tempo... Confesso que já tinha saudades tuas pah (saudades das "implicâncias" claro!!).
Eu às vezes até faço, muito de vez em quando, coisas com nexo e sentidas. Ainda bem que gostaste *
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